A.·. A.·.
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Estudante

Liber ThIShARB

Sub figura CMXIII

Selo da A.·.A.·.

A.·.A.·.

Publicação em Classe B

Imprimatur: N. Fra. A. · . A. · .

 

 

000. Pode ser.

(00. Não foi possível construir esse livro na base de puro Ceticismo.Isso não importa no final, pois como a prática leva ao Ceticismo, pode ser com ele trabalhado.)

0. Este livro não tem a intenção de levar á suprema consecução. Ao contrário, o resultado que ele se propõe separa o Adeptus Exemptus do resto do Universo e revela a sua relação com o Universo.

1.É de tamanha importância ao Adeptus Exemptus que Nós não podemos superestimá-lo. Que ele permaneça na insensata aventura de mergulhar no Abismo até que a tenha completada totalmente a tarefa.

2. Pois no Abismo nenhum esforço é possível. O Abismo é ultrapassado pela virtude do conjunto do Adepto e seu Karma. Duas forças o impulsionam: (1) a atração de Biná (2) o impulso do seu Karma - deste dependerão a dificuldade e até mesmo a segurança na travessia.

3. No caso de uma travessia precipitada a tomada do irrevogável Juramento do Abismo poderá deixá-lo perdido em Aeons de inimaginável agonia; poderá até mesmo ser lançado de volta a Chesed com o terrível Karma da falha somado a sua imperfeição original.

4. É dito, que em certas circunstâncias, ser possível cair da Árvore da Vida para as Torres dos Irmãos Negros. Mas afirmamos que isso não é possível para qualquer adepto que alcançou de fato seus graus até então ou mesmo para qualquer homem que tenha procurado ajudar a humanidade mesmo que por um segundo (estes em posse de Liber CLXXXV perceberão que em todos os graus, fora um, o aspirante tem o compromisso de servir seus subordinados na Ordem) mesmo que a sua aspiração tenha sido impura via a vaidade ou defeitos semelhantes.

5. Que se o Adepto encontrar o resultado dessas meditações insatisfatórias recuse assinar o Juramento do Abismo e prossiga até que o seu Karma ganhe força e direcionamento suficientes para realizar a tarefa no futuro.

6. A memória é essencial à consciência, do contrário a mente seria uma folha em branco onde sombras são jogadas. Mas percebemos que a mente não apenas retém impressões, mas tende a reter umas mais do que outras. Por exemplo, o grande erutido Sir Richard Jebb era incapaz de aprender a matemática escolar necessária no exame preliminar da Universidade de Cambridge e uma autorização especial foi necessária para que ele fosse admitido.

7. O primeiro método a ser descrito foi detalhado na obra de Bhikkhu Ananda Metteya ‘Treino Mental’ (Equinox I, 5). Temos pouca coisa a adicionar. O seu resultado mais importante, no que se refere ao Juramento do Abismo, é a libertação de todos os desejos ou apego a qualquer coisa que dele provenha. O outro resultado é auxiliar o adepto no segundo método a seguir fornecendo-o mais informação para a sua investigação.

8. O estímulo da memória resultante de ambas as práticas é alcançado também pela simples meditação (Liber E) em um certo estágio onde velhas memórias surgem espontaneamente. O adepto pode continuar até essa etapa incentivando ao invés de suprimir tais manifestações.

9. Zoroastro disse "Explore o Rio da Alma, de onde veio ou na ordem que chegastes; assim mesmo que tenhas virado um servo do corpo, poderás novamente alçar àquela Ordem (a A.·.A.·.) da qual tu vens, reunindo Obras (Kamma) à Razão Secreta (o Tao)".

10. O resultado do segundo método é demostrar ao Adepto a que fim seus poderes são destinados. Quando tiver ultrapassado o abismo e se tornado Nemo, o retorno ao presente o faz "aparecer no Céu de Júpiter como uma estrela matutina ou uma estrela noturna". Em outras palavras deve ele descobrir qual pode ser a natureza da sua obra. Assim Mohammed era um Irmão refletido em Netzach, Buddha um Irmão refletido em Hod, ou, como alguns dizem, Daath. A manifestação presente de Frater P. para o externo é em Tiphereth, para o interno no caminho de Leão.

11. "Primeiro Método." Que o Adeptus Exemptus treine primordialmente a pensar de trás para frente por meios externos como aqui enunciados. -

(a) Que aprenda a escrever de trás para frente, com ambas as mãos.

(b) Que aprenda a caminha de trás para frente.

(c) Que constantemente assista, se conveniente, filmes

(d) cinematográficos, e ouça a discos fonográficos, de trás para frente, e que acostume-se a isso de tal forma que lhe pareça natural e apreciáveis como um todo.

(e) Que pratique falar de trás para frente: assim para "Eu sou Ele" que ele diga "Ele uos Ue".

(f) Que aprenda a ler de trás para frente. Nisso é difícil enganar-se a si mesmo, já que um bom leitor lê uma sentença a primeira vista. Que seu discípulo leia de trás para frente em voz alta para ele, vagarosamente a princípio, depois mais rápido.

De sua própria imaginação que ele invente outros métodos.

12. Nisso seu cérebro, a princípio, será sobrecarregado por um sentido de profunda confusão; depois será levado a evadir da dificuldade por um engodo. O cérebro fingirá estar trabalhando de trás para frente quando está normal. É difícil descrever a natureza da trapaça, mas ela será bem óbvia para qualquer um que praticar (a) e (b) por um dia ou dois. Elas se tornam bem fáceis, e ele pensará que está fazendo progresso, uma ilusão que a análise profunda irá dispersar.

13. Tendo começado a treinar seu cérebro nesse assunto e obtido algum pequeno sucesso, que o Adeptus Exemptus, acomodado em seu Asana, pense primeiro em sua atitude presente, depois no ato de estar acomodado, depois em sua entrada na sala, depois no ato de vestir o robe, etc. exatamente como aconteceu. E que ele exaustivamente tente pensar cada ato como ocorrendo de trás para frente. Não é suficiente pensar, "Estou sentado aqui, e antes estava de pé, e antes entrei na sala", etc. Essa série é a trapaça detectada nos exercícios preliminares. As seqüências não devem seguir "ghi-def-abc" mas "ihgfedcba": "cavalo um é isso" mas "olavac mu é ossi". Para alcançar isso perfeitamente a prática (c) é muito útil. Muitas vezes o cérebro será encontrado lutando para se corrigir, logo se acostumando a entender "olavac" como apenas outra grafia de "cavalo". Essa tendência deve ser combatida constantemente.

14. Nos primeiros estágios dessas práticas a preocupação deve ser lembrar meticulosamente, nos mínimos detalhes, as ações, pois o hábito do cérebro de pensar para frente será insuperável a princípio. Pensando em grandes e complexas ações, então, dará numa seqüência que podemos simbolicamente representar como "opqrstu-hijklmn-abcdefg". Se isso for dividido em detalhes, devemos ter "stu-pqr-o-mn-kl-hij-fg-cde-ab" que é muito mais próximo do ideal "utsrqponmlkjihgfedcba".

15. As capacidades diferem enormemente, mas o Adeptus Exemptus não deve ter razões para ficar desencorajado se depois de um mês de trabalho contínuo ele achar que de vez em quando seu cérebro realmente funciona de trás para frente por alguns segundos.

16. O Adeptus Exemptus deve concentrar seus esforços na obtenção de uma linha perfeita de cinco minutos ao invés de tentar estender o tempo coberto por sua meditação. Pois esse treinamento preliminar do cérebro é o Pons Asinorum do processo como um todo.

17. Sendo esses cinco minutos de exercício satisfatórios o Adeptus Exemptus deve estende-los, a seu arbítrio, em uma hora, um dia, uma semana e assim por diante. As dificuldades desvanecem-se ante ele enquanto avança; a diferença de um dia para o curso de sua vida inteira não se provará mais difícil do que o aperfeiçoamento aos cinco minutos.

18. Esta prática deve ser repetida no mínimo quatro vezes ao dia e o progresso é inicialmente visto pela crescente facilidade no funcionamento do cérebro e em segundo lugar pelas memórias adicionais que aparecem.

19. É útil refletir durante esta prática, que uma hora se torna quase mecânica, sobre a maneira pela qual os efeitos emanam das causas. Isso auxilia a mente a ligar suas memórias, e prepara o adepto para a prática preliminar da segunda prática.

20. Tendo permitido à mente retornar umas cem vezes ao momento do nascimento, deve ser encorajado aventurar-se a penetrar além desse momento9. Se estiver genuinamente treinado a pensar de trás para frente, haverá pouca dificuldade de fazer isto, apesar de ser um dos passos distintos na prática.

21. Pode ser então que a memória leve-o a alguma existência prévia. Onde for possível, que seja examinado por apelo aos fatos, como segue:

22. Acontece comumente aos homens que, em visitando algum lugar em que nunca estiveram, ele lhes parece familiar. Isso pode vir de uma confusão de pensamentos ou de um cochilo da memória, mas é um fato concebível.

Se, então, o adepto "lembrar" que numa vida anterior estava em alguma cidade, digamos Cracow, a qual ele em sua vida nunca visitou, que ele então descreva de memória a aparência de Cracow, e a de seus habitantes, pondo nomes neles. Que adiante entre em detalhes da cidade e seus costumes. E tendo feito isso com minuciosidade, que confirme os dados em consulta a historiadores e geógrafos, ou por uma visita em pessoa, lembrando-se (tanto para o crédito quanto para o descrédito de sua memória) que historiadores e geógrafos são tão falíveis quanto ele mesmo. Mas que de forma alguma confie em sua memória, assumindo suas conclusões como fatos, e agindo a partir deles, sem uma confirmação mais adequada.

23. Esse processo de confirmar a memória deve ser praticado com as memórias mais tenras da infância e juventude com referência às memórias e registros de outros, sempre refletindo sobre a falibilidade de tais resguardos.

24. Tudo isso estando perfeito, de forma que a memória alcance éons incalculavelmente distantes, que o Adeptus Exemptus então medite sobre a infrutuosidade de todos esses anos, e sobre o fruto em si, separando o que é transitório e vão do que é perene. E, sendo ele apenas um Adeptus Exemptus, pode acabar entendendo tudo como insosso e cheio de dor.

25. Sendo assim, sem relutância, ele fará o Juramento do Abismo.

26. "Segundo Método" - Que o Adeptus Exemptus, fortificado pela prática do primeiro método, comece o exercício preliminar do segundo método.

27. "Segundo Método" - Práticas preliminares. Que ele, acomodado em seu Asana, considere um evento qualquer, e trace suas causas imediatas. E que isso seja feito completa e detalhada. Aqui, por exemplo, está um corpo parado e ereto. Que o adepto considere as muitas forças que o mantém; em primeiro lugar, a atração da terra, do sol, dos planetas, das estrelas distantes, cada uma das partículas de pó no quarto, uma das quais (que seja aniquilada) poderia causar movimento no corpo, mesmo que imperceptivelmente. Também a resistência do chão, a pressão do ar, e todas as outras condições externas. Em segundo lugar, as forças internas que o sustém, a maquinaria complexa e vasta do esqueleto, dos músculos, do sangue, da linfa, da medula, enfim, tudo o que faz um homem. Em terceiro lugar as forças morais e intelectuais envolvidas, a mente, a vontade, a consciência. Que ele continue nisso com incansável ardor, buscando a natureza, não deixando nada de fora.

28. Em seguida, que ele tome uma das causas imediatas de sua posição, e siga a pista de seu equilíbrio. Por exemplo, a vontade. O que faz sua vontade ajudar a manter o corpo ereto e imóvel?

29. Isso sendo descoberto, que ele escolha uma das forças as quais determinam sua vontade, e siga dali de forma semelhante; e que esse processo seja mantido por muitos dias até que a interdependência de todas as coisas seja uma verdade incrustada em seu ser mais profundo.

30. Isso sendo alcançado, que ele siga sua própria história com relevância especial as causas de cada evento . E nessa prática ele pode negligenciar até certo ponto as forças universais que a todo momento agem em todos, como por exemplo, a atração das massas, e que ele concentre sua atenção sobre as causas determinantes, principais ou efetivas.

Por exemplo, ele está sentado, talvez, num campo da Espanha. Por que? Porque a Espanha é amena e aprazível para meditação, e porque suas cidades são barulhentas e cheias de gente. Por que a Espanha é amena? E por que ele deseja meditar? Por que escolheu a amena Espanha e não a amena Índia? À última questão: porque a Espanha é mais próxima de sua casa. Então por que sua casa é próxima a Espanha? Porque seus pais eram alemães. E por que saíram da Alemanha? E assim por diante durante toda a meditação.

31. Em outro dia, que ele comece com uma questão de outro tipo, e cada dia invente novas questões. Assim que ele ligue a predominância da água sobre a superfície da terra com as necessidades da vida tal como a conhecemos, com a gravidade específica e outras propriedades físicas da água, que dessa maneira perceba enfim através de tudo isso a necessidade e harmonia das coisas, não harmonia como os sábios da antigüidade pensavam, tomando todas as coisas para a conveniência e benefício do homem, mas a harmonia mecânica essencial cuja lei final é "inércia." E que nessas meditações que ele evite como se fosse uma praga qualquer especulação fantástica ou sentimental.

32. "Segundo Método." A Prática em si. - Tendo então aperfeiçoado em sua mente esses conceitos, que ele os aplique em sua própria carreira, forjando as ligações da memória nas correntes da necessidade. E que esta seja sua questão final: A que finalidade sou adequado? De que serventia pode meu ser se provar aos Irmãos da A.·.A.·. se eu cruzar o Abismo, e for admitido à Cidade das Pirâmides?

33. Para que ele possa entender claramente a natureza dessa questão, e o método de solução, que ele estude o mecanismo do anatomista que reconstrui um animal de um único osso. Para dar um exemplo simples. -

34. Suponha, tendo vivido toda minha vida entre selvagens, um navio é arremessado contra os rochedos e encalha. Intacta na carga está uma "Victoria"10. Qual é seu uso? As rodas falam de estradas, sua estreiteza de estradas planas, o freio de ladeiras. Os arreios mostram que ela era para ser puxada por um animal, seus comprimento e altura sugerem um animal do tamanho de um cavalo. O fato da carruagem ser aberta sugere um clima tolerável em qualquer parte do ano. A altura do camarote sugere ruas lotadas, ou a personalidade imprevisível do animal empregado para puxá-la. O forro sugere seu uso sendo no transporte de homens mais do que de mercadorias; sua capota que as vezes chove, ou que em alguns momentos o sol é forte. As molas implicariam uma capacidade considerável em metalurgia; o verniz muito esmero nessa arte.

35. Similarmente, que o adepto considere seu próprio caso. Agora que ele está a ponto de saltar no Abismo um gigante "Por que?" confronta-o com o elevado dever comum.

36. Não há átomo da sua composição que possa ser esquecido sem torná-lo outro que não ele mesmo; nenhum momento inútil em seu passado. Então o que é o seu futuro? A "Victoria" não é um vagão; não foi destinada a levar feno. Não é uma charrete; é inútil em corridas.

37. Assim o adepto tem gênio militar, ou muitos conhecimentos de Grego; como essas características ajudam sua finalidade, ou a finalidade da Irmandade? Ele foi morto por Calvino ou apedrejado por Hezekiah; ou como uma cobra foi morto por um camponês, ou morreu em batalha como um elefante trazendo Hamilcar. Como tais memórias o ajudam? Até que ele tenha entendido completamente as razões para cada incidente em seu passado, e achado uma finalidade para cada item de seu presente aparato11, ele não pode responder verdadeiramente nem mesmo aquelas Três Questões que foram colocadas a princípio, nem as Três Questões do Ritual da Pirâmide; e ele não está pronto para fazer o Juramento do Abismo.

38. Mas sendo dessa forma iluminado, que ele faça o Juramento do Abismo; sim, que ele faça o Juramento do Abismo.

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